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Madrigal

Madrigal
***
Gosto de te falar de amor, do nosso amor,
retendo em minhas mãos as tuas mãos pequenas,
- quando a tarde no céu põe desmaios de cor
e há no espaço um rumor inaudível de penas ...
*
Gosto de conversar com os teus olhos estranhos
no silêncio feliz de intérminos idílios,
- inebria-me a luz dos teus olhos castanhos
através do "abat-jour" de seda dos teus cílios...
*
Gosto de te falar de amor, falar baixinho...
Tudo o que então te digo, a sós, nesses instantes,
é assim como o arrulhar amoroso de um ninho
ou o rumor de uma fonte em lugares distantes...
*
Gosto de te falar de amor, - sentir que aos poucos
vamos ficando tontos, sem querer, os dois...
E te ouço a me dizer que não! que somos loucos!
- e te entregas inteira em meus braços depois...
*
Gosto de te falar de amor, - pela expressão
de amor que há nos teus olhos quando assim te falo,
- por tudo o que teus gestos pródigos darão
na embriaguez do segundo eterno em que me calo ...
*
Gosto de te falar de amor, - nesta certeza
de que gostas também que te fale de amor...
- És a terra que vive! - e eu sou a correnteza
que canta e que fecunda a terra e a enche de flor!
*******************
Poema de J. G. de Araújo Jorge, extraído do livro"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou", Vol. II - 1a edição ,1965.
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Bolsa de crochê - Manequim

Material
2 novelos com 100 g na cor cru (8176) do fio Luisa, da Círculo
agulha para crochê nº 9 (3,5 mm), 50 x 80 cm de tecido para forro estampado floral
1 par de alças de couro marrom
3 botões magnéticos
linha
agulha de costura
Amostra
Quadrado de 5 x 5 cm (agulhas para crochê nº 9) = 8 pontos x 6 carreiras medidos sobre pontos baixos.
Tamanho
38 (largura) x 34 (altura) cm
2 novelos com 100 g na cor cru (8176) do fio Luisa, da Círculo
agulha para crochê nº 9 (3,5 mm), 50 x 80 cm de tecido para forro estampado floral
1 par de alças de couro marrom
3 botões magnéticos
linha
agulha de costura
Amostra
Quadrado de 5 x 5 cm (agulhas para crochê nº 9) = 8 pontos x 6 carreiras medidos sobre pontos baixos.
Tamanho
38 (largura) x 34 (altura) cm
Revista Manequim, ago/2009 - Agulhas fashion da Patty
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Luvas de crochê
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Olhai os lírios dos campos...
"Estive pensando muito na fúria cega com o que os homens se atiram à caça do dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompreensão da nossa época.
Eles esqueceram o que têm mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura.
De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?
Quero que abras os olhos, que acordes enquanto é tempo. Peço-te que pegues a Bíblia, leias apenas o Sermão da Montanha. Não te será difícil achar...Os homens deviam ler e meditar esse trecho, principalmente no ponto em que Jesus nos fala dos lírios dos campos que não trabalham nem fiam, e no entanto, nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles.
Está claro que não devemos tomar as parábolas de Cristo ao pé da letra e ficar deitados à espera de que tudo nos caia do céu. É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar sentido humano às nossas construções. E quando o amor ao dinheiro, ao sucesso, nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.
Nõa penses que estou fazendo o elogio do puro espírito contemplativo e da renúncia, ou que ache que o povo deva viver narcotizado pela esperança da felicidade na "outra vida". Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para poucos seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos de fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência e sim com as do amor e persuassão. Considera a vida de Jesus. Ele foi antes de tudo um homem de ação e não um puro contemplativo.
Quando falo em conquista, quero dizer a conquista duma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação.
E quando falo em aceitar a vida não me refiro à aceitação resignada e passiva de todas as desigualdades, malvadezas, absurdos e misérias do mundo. Refiro-me, sim, à aceitação da luta necessária, do sofrimento que essa luta nos trará, das horas amargas a que ela forçosamente nos há de levar."
Érico Veríssimo, na obra "Olhai os lírios do campo"
Eles esqueceram o que têm mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura.
De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?
Quero que abras os olhos, que acordes enquanto é tempo. Peço-te que pegues a Bíblia, leias apenas o Sermão da Montanha. Não te será difícil achar...Os homens deviam ler e meditar esse trecho, principalmente no ponto em que Jesus nos fala dos lírios dos campos que não trabalham nem fiam, e no entanto, nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles.
Está claro que não devemos tomar as parábolas de Cristo ao pé da letra e ficar deitados à espera de que tudo nos caia do céu. É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar sentido humano às nossas construções. E quando o amor ao dinheiro, ao sucesso, nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.
Nõa penses que estou fazendo o elogio do puro espírito contemplativo e da renúncia, ou que ache que o povo deva viver narcotizado pela esperança da felicidade na "outra vida". Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para poucos seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos de fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência e sim com as do amor e persuassão. Considera a vida de Jesus. Ele foi antes de tudo um homem de ação e não um puro contemplativo.
Quando falo em conquista, quero dizer a conquista duma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação.
E quando falo em aceitar a vida não me refiro à aceitação resignada e passiva de todas as desigualdades, malvadezas, absurdos e misérias do mundo. Refiro-me, sim, à aceitação da luta necessária, do sofrimento que essa luta nos trará, das horas amargas a que ela forçosamente nos há de levar."
Érico Veríssimo, na obra "Olhai os lírios do campo"
















































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